Prodromidou et al. · 2023 · metanálise de ensaios randomizados
CO₂ íntimo na síndrome geniturinária da menopausa (SGM)
- Equipamentos estudados
- CO₂ fracionado microablativo, principalmente SmartXide² V2LR MonaLisa Touch (DEKA). Nenhum estudo avalia o NEOXEL.
- Amostra
- 7 ensaios randomizados com controle simulado (sham), 407 mulheres.
- Protocolo
- 3 a 5 sessões, com 4 a 6 semanas entre elas.
- Acompanhamento
- 3 a 12 meses.
Principais achados
- Sintomas da SGM: melhora significativamente maior no grupo laser na escala de avaliação vaginal dos sintomas (164 pacientes; p = 0,0003).[1]
- Outros desfechos: na análise principal, função sexual (FSFI), dor na relação, índice de saúde vaginal, pH e satisfação foram semelhantes entre laser e sham.[1]
- Análise de sensibilidade: ao excluir estudos específicos, FSFI, índice de saúde vaginal e satisfação passaram a favorecer o laser.[1]
- Segurança: nenhum evento adverso grave. Sangramento leve, corrimento, desconforto e sintomas urinários apareceram nos dois grupos.[1]
O que isso significa para sua clínica
- Indicação
- sintomas da SGM, sobretudo o que mais incomoda a paciente, como secura, ardor ou dor na relação.
- Perfil de paciente
- mulheres na pós-menopausa, com idade média de 51 a 62 anos nos estudos. Infecção ativa e prolapso avançado foram critérios de exclusão.
- Protocolo usado
- 3 sessões com 4 semanas de intervalo foi o esquema mais comum; alguns estudos fizeram 5. A potência variou entre 30 e 40 W.
Limites do estudo: o número de estudos e de pacientes ainda é pequeno, e os protocolos e critérios de inclusão variaram entre os ensaios. Os autores pedem novos ensaios bem desenhados.[1]


